sábado, 2 de outubro de 2010

Chevrolet Chevette

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Chevrolet Chevette
Chevette modelo 1978
Nome(s)
alternativo(s):
Gemini (Australia)
Kadett (Holanda)
Pontiac T1000(EUA)
Construtor:
Produção:
1973 — 1993
Sucessor:
Sedan de 2 portas (73-93), Sedan de 4 portas (78-89), Hatchback (80-88), Station Wagon (80-89), Pickup (84-94)
4 cilindros em linha: 1.0, 1.4, 1.6, 1.8 Isuzu Diesel (somente nos EUA)
4 marchas (até 1984), 5 marchas
Consumo:
Gasolina: 9 km/l na cidade, 14 km/l na estrada Álcool: 7 km/l e 12 km/l
Modelos relacionados:
Modelos similares:
Chevrolet Chevette é um carro da General Motors que foi lançado no Brasil em 1973 como um sedan de duas portas (fabricado até 1993) e mais tarde de quatro portas, que era uma versão feita principalmente para exportação, da qual poucos exemplares foram vendidos no mercado interno nos anos de 1978 a 1989. O Chevette também teve versões hatchback (de 1980 a 1988) e station wagon, esta chamada de Marajó (de 1980 a 1989), ambas com duas portas. Também teve uma picape, a Chevy 500 (de 1984 a 1994). Foi equipado com motores de 1,0 litro (só o Júnior), 1,4 e 1,6 (carburação simples) e 1,6/S (carburação dupla, em 1988, um ano após sua última reestilização), a gasolina e a álcool, alem do Isuzu 1.8 a diesel, nos EUA.
Chevette 1977
Em 1976 chega a requintada versão SL, e os piscas traseiros do Chevette passam a ser vermelhos (curiosamente eram amarelos de 1973 a 1974, e só na reestilização de 1983 os piscas traseiros voltariam a ser amarelos novamente). O Chevette passou por sua primeira reestilização dianteira em 1978, herdando o desenho frontal já existente no Chevette americano, e a traseira permanecia exatamente a mesma, apenas ganhando uma moldura "bi-partida" em suas pequenas lanternas. Em 1980 finalmente ganhou novas lanternas traseiras (ainda horizontais, mas bem maiores e que avançavam pelas laterais da carroceria) e novos pára-choques (um pouco mais largos). Em 1981 a única mudança estética foi feita nos faróis que passavam a ser quadrados no lugar dos redondos. Em 1983 o Chevette passa pela maior reestilização de sua história, ganhando nova dianteira, nova traseira, quebra-ventos (exceto na versão quatro portas), entre outros detalhes. E em 1987 o Chevette passa pela sua última reestilização, ganhando nova grade, novos pára-choques de plástico, saia dianteira com novos furos (essa foi a única mudança na lataria de 1987), lanternas traseiras levemente redesenhadas, retrovisores mais modernos, maçanetas pretas e novo quadro de instrumentos com mostradores quadrados e relógio digital (esse quadro de instrumentos era exclusivo da versão SE, depois SL/E, e depois DL).
Eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1974 e de 1981, o Chevette teve seu apogeu em vendas a partir de 1986 até 1991, quando neste ano, seus concorrentes diretos saíram de linha em outras montadoras. A Volkswagen parou de produzir o Fusca, a Fiat tirou de linha o 147 e a Ford deixou de produzir o Corcel. Sem concorrentes neste segmento, o Chevette se tornou o carro mais barato do Brasil durante esse período. A última unidade do Chevette no Brasil saiu da fábrica em 12 de novembro de 1993, já como modelo 1994 (em 1993 a versão fabricada era o Chevette L, que era uma modelo 1,6/S com acabamento similar ao do extinto Chevette Júnior). Entretanto, é comum encontrá-los rodando pelas ruas, uma vez que foi um modelo que alcançou um expressivo número de vendas (cerca de 1,6 milhões de unidades) e demonstrou ser bastante robusto, arrebatando uma legião de fãs. O Corsa de segunda geração tornou-se seu sucessor no Brasil, repetindo o mesmo sucesso.
Vale notar que o Chevette introduzido no Brasil é essencialmente o Opel Kadett geração "C", vendido na Europa. Conta-se que a GM não lançou o carro com esse nome no Brasil temendo algum tipo de problema ou associação com o governo militar então vigente no país. Anos depois, em 1989, o Chevette viria a coexistir com o Kadett "E" (lançado na Europa em 1984) no Brasil.

[editar] Motores, Modelos e Transmissão

Motores 1.0L (1991-1993) – (Junior)
  • Potência: 50 cv a 6000 rpm
  • Torque: 7,2 kgfm a 3500 rpm
  • Velocidade Máxima: 131,3 km/h
  • Aceleração: 21,58 s
1.4L (1973-1976) – (SL)
  • Potência: 69 cv a 5800 rpm
  • Torque: 9,8 kgfm a 3600 rpm
  • Velocidade Máxima: 140,62 km/h
  • Aceleração: 19,1 s
1.4L (1976-1980) – (SL/GP/GP II)
  • Potência: 72 cv a 5800 rpm
  • Torque: 10,8 kgfm a 3800 rpm
  • Velocidade Máxima: 150 km/h
  • Aceleração: 17,4 s
1.4L (1976-1980) – (SL)
  • Potência: 69 cv a 5800 rpm
  • Torque: 10,1 kgfm a 3600 rpm
  • Velocidade Máxima: 142,29 km/h
  • Aceleração: 19,52 s
1.6L (1981-1982) – (S/R)
  • Potência: 80 cv a 5800 rpm
  • Torque: 11,6 kgfm a 3600 rpm
  • Velocidade Máxima: 148 km/h
  • Aceleração: 16,55 s
1.6L Álcool (1983-1986) – (SL)
  • Potência: 76 cv a 5200 rpm
  • Torque: 11,3 kgfm a 3200 rpm
  • Velocidade Máxima: 149 km/h
  • Aceleração: 15,1 s
1.6/S (1987-1993) – (L/SL/SLE/DL)
  • Potência: 73 cv a 5200 rpm
  • Torque: 12,6 kgfm a 3200 rpm
  • Velocidade Máxima: 151,3 km/h
  • Aceleração: 14,15 s
1.6/S Álcool (1987-1993) – (L/SL/SLE/DL)
  • Potência: 81 cv a 5200 rpm
  • Torque: 12,9 kgfm a 3200 rpm
  • Velocidade Máxima: 154 km/h
  • Aceleração: 13,8 s
Modelos
  • SL (1973-1986)
  • SE (1987)
  • SL/E (1988-1990)
  • DL (1990-1993)
  • Junior (1992-1993)
  • L (1993)
Edições especiais
  • GP (1976)
  • GPII (1977-1979)
  • Jeans (1979)
  • Ouro Preto (1981)
  • S/R (1981-1982)
Transmissão
  • Izusu-4. (4 Marchas) (1973-1984)
  • 5 Marchas (1985-1993)
  • Automático Izusu (1985-1990)

[editar] Ligações externas

v  e
Carros
Estados Unidos
AveoCamaroCobaltCorvetteCruzeHHRImpalaMalibuSparkVolt
Brasil
AgileAstraCeltaClassicCorsaMerivaOmegaPrismaVectra (Vectra GT)ZafiraCamaroMalibu
União Europeia
Utilitários
AvalancheBlazerCaptivaColoradoEquinoxExpressMontanaNivaOrlandoS10SilveradoSuburbanTahoeTraverse
Descontinuados
Décadas de 1910 a 1950
Décadas de 1960 e 1970
C/KCamaroChevrolet c14CapriceCaravanChevelleChevetteChevy II/NovaCorvairImpalaLUVMonte CarloMonzaOpalaParkwoodVegaVeraneioEl Camino
Décadas de 1980 e 1990
AstroBerettaCavalierCelebrityCitationCorsaCorsicaIpanemaKadettKodiakLuminaLumina APVMarajóMetroMonzaPrizmS-10SpectrumSprintTrackerVentureEl CaminoBlazerOpalaChevrolet D20
Décadas de 2000





Ford Corcel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ford Corcel
Ford corcel gt 1973 a.jpg
Construtor:
Produção:
4 marchas
O Corcel foi um carro médio produzido pela Ford no Brasil, de 1968 a 1986.

Índice

[editar] O projeto inicial

Quando a Ford adquiriu o controle acionário da Willys Overland do Brasil em 1967, essa última estava desenvolvendo um projeto em parceria com a Renault, o projeto "M". Esse projeto deu origem ao Renault 12 na França, e, com uma carroceria diferente, ao Corcel no Brasil.[1]
Lançado inicialmente como um sedã 4 portas e a seguir como um coupé (em 1969), o carro foi bem aceito quando de sua estréia em 1968.[2] O espaço interno e o acabamento chamavam a atenção, e as inovações mecânicas eram muitas, bem mais do que o seu concorrente direto, o VW 1600.[3]
Eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano em 1969, 1973 e 1979.[4]

[editar] Mudanças

CorcelSide.jpg
A fábrica fez algumas alterações na aparência geral do carro em 1973, deixando-o um pouco parecido com o Ford Maverick. Os motores passaram a ser o 1.4 usado na linha GT, conhecido como motor XP. Em 1975 o design era novamente retocado, aumentando a semelhança com o Maverick, sobretudo na traseira. Um novo componente se adicionava a família, o LDO, com acabamento interno luxuoso e teto revestido de vinil.
Até 1977, este modelo foi recebendo retoques no acabamento, conservando entretanto a mesma aparência, até o lançamento da linha 1978 - era o Corcel II, basicamente com a mesma mecânica porém com uma carroceria totalmente remodelada, que em nada lembrava o modelo anterior. Em 1985, ganhou a frente do Del Rey (lançado em 1981 e ao qual deu origem - ver reportagem da revista Quatro Rodas de junho de 1981 que cobria o lançamento do Del Rey, sob o título A FORD APOSTA NO REQUINTE) e alguns retoques estilísticos, além de perder a expressão "II" do nome. Este modelo existiu até o ano de 1986, quando foi encerrada sua produção.

[editar] Ford Corcel GT

Um ano depois do lançamento do compacto Corcel, em 1969 a Ford percebeu a oportunidade de ampliar a família e se aproximar do público que sonhava com mais esportividade.O primeiro Corcel GT sim, era mais aparência do que esportividade (teto revestido em vinil e uma faixa no centro do capô e uma na lateral) o motor era o quatro cilindros de 1,3 litro com carburador Solex de corpo duplo; novos coletores de admissão e escape elevavam só a potência do 1,3 litro de 68 para 80 CV, um aumento de 12 CV para aumentar o ânimo da tropa, a aceleração e a velocidade máxima aumentaram um pouco, 0 a 100 km/h era feito em 18 segundos, com 138,53 km/h. O motor mais potente só viria no final de 1971, era o 1,4 litro de 85 CV que já era mais esperto na estrada e fazia ultrapassagens em quarta.

[editar] Ford Corcel GTXP

Painel do Ford Corcel GT 1973
Em 1971 chegava o Corcel GTXP (extra performance ou desempenho extra) com capô preto fosco, teto revestido em vinil, faróis de longo alcance, painel com instrumentação completa, e tomada de ar.
No entanto o motor também fora mudado, elevando assim a cilindrada de 1.3, para 1.4 litro o que o fazia desenvolver potência bruta de 85 cv ante os meros 68 cv da versão 1,3. E também com o motor 1.4 o desempenho do corcel melhorou, fazia de 0 a 100 km/h em 17 segundos e atingia velocidade máxima de 145 a 150 km/h (valores muito bons para a época), o que colocava o Corcel entre os nacionais mais velozes.
A partir de 1973, toda a linha Corcel ganhava nova grade, com logotipo Ford no emblema redondo ao centro, outro desenho do capô, paralamas e lanternas traseiras. As versões cupê, sedã e belina passavam a ser equipadas com o motor do GT XP de 1,4 litro. O "esportivo" trazia duas faixas pretas paralelas no capô e nas laterais e também faróis auxiliares de formato retangular na grade, esta também de desenho diferente.

[editar] A segunda fase: o Corcel II

Corcel II.
No final de 1977 chegava às ruas o novo modelo: o Corcel II.[5] A carroceria era totalmente nova, com linhas mais retas, modernas e bonitas. Os faróis e as lanternas traseiras, seguindo uma tendência da época, eram retangulares e envolventes. A grade possuía desenho aerodinâmico das lâminas, em que a entrada de ar era mais intensa em baixas velocidades que em altas. O novo carro parecia maior, mas não era. A traseira tinha uma queda suave, lembrando um fastback. Um fato notável no Corcel II era a ventilação dinâmica, de grande vazão, dispensando a ventilação forçada. O Corcel II, quando chegou em 1978, veio com o mesmo motor do Corcel I 1.4, só que com a potência cortada, se o Corcel anterior com o mesmo motor de 1.4 litro rendia 85cv e deixava muitos carros da época para traz, o Corcel II veio com o 1.4 litro de 72cv (55cv líquidos), o Corcel II era muito pesado para usar o 1.4, em função disso tinha um desempenho muito modesto (0 a 100km/h em 20,9 segundos e 135km/h de maxima) em relação ao antigo Corcel , mas a segurança, estabilidade e nível de ruído, já eram melhores do que o modelo anterior. Já em 1980 a Ford lançou como opcional para o Corcel II o motor de 1,6 litro de exatos 1555cm³ com câmbio de 4 marchas, mas com relações mais longas e 90cv de potência bruta (66,7 cv líquidos). O Corcel II passou a andar um pouco mais rápido, fazia de 0 a 100km/h em medianos 17 segundos e a velocidade máxima passava a ser de 148km/h, o suficiente para andar junto do se u concorrente mais próximo, o Passat 1500, porém muito atrás da versão 1600 desse VW. As versões oferecidas eram Corcel II básica; L e a luxuosa LDO, com interior totalmente acarpetado e painel com aplicações em imitação de madeira; e a GT, que se distinguia pelo volante esportivo de três raios, aro acolchoado em preto e pequeno conta-giros no painel -- nenhuma trazia, porém, o termômetro d'água. O motor do "esportivo" tinha 4 cv a mais, que não faziam muita diferença. Contava ainda com faróis auxiliares e pneus radiais. As rodas tinham fundo preto e sobre-aro cromado. Os concorrentes do Corcel II na época eram o Volkswagen Passat e o Dodge Polara, ambos veículos médios. Ofereciam desempenho semelhantes ao do Corcel, mas o carro da Ford era mais econômico, moderno e elegante, tinha interior mais confortável (particularmente os bancos), oferecia melhor acabamento e também mais robustez que o Polara. Em 1983, a Ford promoveu modificações no motor 1,6 o qual denominou de CHT (de "Compund High Turbulence"), cuja potência líquida na versão a álcool chegava a 73 cv, dando um fôlego extra ao Corcel, que chegava aos 150 km/h de velocidade máxima e atingia os 100 km/h em 16 segundos. Concomitantemente, a Ford lançou a versão de 1,3 litro do CHT para o Corcel, que, com a potência líquida de 62 cv, atingia modestos 143 km/h de velocidade máxima, e chegava aos 100 km/h em 20 segundos. Mesmo com a melhora de performance da versão 1.6 e com o aumento da gama de opções, o Corcel se tornava obsoleto diante da concorrência que oferecia carros como o Chevrolet Monza, por exemplo, lançado em 1982 que, mesmo com desempenho semelhante na versão 1,6, era um carro mais atual. Adicionalmente o Passat, mesmo com projeto originário dos anos 70, atraía consumidores pelo seu desempnho, por possuir um motor bem mais eficiente que o do Corcel. Porém, o fim do Corcel começou a ser desenhado com a chegada, no Brasil, do Ford Escort que, mesmo trazendo os mesmo motores CHT, possuía desempenho e consumo melhores que o do Corcel, além de ser um projeto mais moderno, com motor transversal.

Referências

  1. Sérgio Berezovsky (julho de 2001). Ford Corcel. Página visitada em 20 de abril de 2010.
  2. Francis Castaings. O cavalo brasileiro - 2. Página visitada em 20 de abril de 2010.
  3. Francis Castaings. O cavalo brasileiro - 1. Página visitada em 20 de abril de 2010.
  4. O título dos 40 anos (outubro de 2004). Carro do Ano. Página visitada em 20 de abril de 2010.
  5. Sérgio Berezovsky (janeiro de 2006). Corcel II. Página visitada em 20 de abril de 2010.

[editar] Ligações externas

v  e
Modelos atuais e futuros
Carros
Caminhões
Modelos históricos
BroncoCapriCorcelCorsairCortinaEscortFalconGT40 • Caminhões Série-H • LTD • Caminhões Série-N • Torino
EliteFairmontGranada • L-Series Trucks • MaverickPinto
AerostarBantamBronco IIDel ReyEscortEXPFestivaLaserLTD Crown VictoriaOrionProbeScorpioSierraTelstarTempoVerona
AspireContourCougarMaverickPumaWindstarZX2Versailles





Volkswagen Passat

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Volkswagen Passat
Novo Passat sedan
Novo Passat wagon
Nome(s)
alternativo(s):
Volkswagen Dasher
Volkswagen Quantum
Volkswagen Passat Alemão
Construtor:
Produção:
1973–presente (sedan e perua) 1993-presente (sedan)
Antecessor:
2.0 L L4
3.2 L VR6
3.6 L VR6
Modelos relacionados:
Modelos similares:
Designer:
O Volkswagen Passat é um carro de grande porte fabricado pela Volkswagen AG. Produzido em várias gerações desde 1973, ele se situa entre o Volkswagen Golf/Jetta e o Phaeton na atual linha de produção da VW. Atualmente produzido na fábrica da VW em Emden, Alemanha, é normalmente chamado de Passat nos mercados europeus, mas recebeu vários outros nomes tais como Dasher, Santana e Quantum, particularmente em mercados das Américas.
O Passat sempre foi um dos modelos mais importantes da Volkswagen, situando-se no mercado de sedans médios. Sua introdução em 1973 foi decisiva, pois as vendas do Volkswagen Fusca estavam caindo, e os outros modelos maiores de tração traseira como o 411 e 412 não estavam se saindo bem no mercado. Seguindo a aquisição da Audi pelo grupo Volkswagen em 1964, a Volks pode usar a recém adquirida engenharia necessária para desenvolver um moderno carro de tração dianteira com motor refrigerado a água, e assim o Passat e o Golf (1976) foram os primeiros de uma nova geração de Volkswagens. De fato, o primeiro Passat foi baseado no Audi 80, permitindo que ele competisse de igual para igual com seus rivais europeus, diferente dos seus antecessores com motorização traseira a ar. Até 2007, o Passat segue como um dos modelos mais vendidos e mais lucrativos da Volkswagen em quase todos os mercados.
Eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1975 e de 1980.

Índice

[editar] Geração 1 (1973–1981) - Plataforma B1

Passat B1 (Europa).
Passat B1 1979 (Brasil).
O Passat original, plataforma "B1", foi lançado em 1973 como modelo 74, como um dois volumes e meio médio de 2, 3, 4 ou 5 portas (e posteriormente uma versão SW de 5 portas). Era de certo modo apenas uma versão do sedan Audi 80, lançado um ano antes. Nunca foi produzida uma versão sedan nessa geração do Passat, de modo que os modelos Audi e Volkswagen tinham carrocerias diferentes e não competiam diretamente. Porém, visualmente, pouca coisa além da grade diferenciava o Passat (desenhado por Giorgetto Giugiaro) e o Audi 80. A versão européia estava disponível com faróis hexagonais ou redondos, dependendo das especificações do modelo.
No Brasil o Passat surgiu em 1974 - um ano depois da versão europeia - mas apenas na versão fastback, nas versões standard e L e com motor 1.5. A sua primeira carroceria no Brasil foi a de 2 portas. Em 1975 foi lançada a versão de 4 portas e as versões LM e LS. Em 1976 foi lançada a de 3 portas assim como a versão 2 portas TS, com motor 1.6 e carburador solex importado da Alemanha. A carroceria de 5 portas, lançada em 1977 foi uma das mais fabricadas no Brasil mas era exclusiva para exportação, sendo extremamente rara e desconhecida por muitos brasileiros, embora tenha vendido bem na America Latina, África e Europa juntamente com a versão perua de 5 portas, essa jamais existente no Brasil. Em 1978 foram lançados os modelos LSE, com 4 portas, mecânica do esportivo TS e encostos de cabeça no banco traseiro e o modelo Surf, destinado ao público jovem mas que disfarçava uma tentativa de fazer um modelo mais barato sem aspecto espartano. Em 1979 o Passat brasileiro ganha: nova dianteira herdada do Audi 80 fabricado de 1976 a 1978 e também novos pára-choques com desenho mais reto e robusto. Em 1981 a maior mudança visual do Passat brasileiro são os piscas traseiros que passam a ser na cor âmbar (que antes eram usados apenas para exportação) ao invés de totalmente vermelhos. Em 1983 o Passat passa a ter quatro faróis retangulares situados em molduras, o TS passa a se chamar GTS e surge a versão GLS. No ano seguinte todas as versões ganham "nomes" complementares às versões. Uma versão básica chamada Special, o LS recebe o nome Village, o GTS vira GTS Pointer, logo em seguida com motor 1.8 do Santana, e o LSE é o LSE Paddock. Em 1985 o Passat ganha pára-choques envolventes (semelhantes aos que viriam a ser usados no Gol somente dois anos depois) e novas lanternas traseiras frisadas e deixam de ser fabricadas as versões de 3 portas e o LSE. Em 1989 o Passat deixa de ser fabricado no Brasil.
Na Europa, ele foi um dos primeiros carros familiares modernos, e se propunha a substituir os ultrapassados 411/412, e o K70 (baseado num projeto da NSU). Interessante notar que ele foi um rival da primeira geração do Opel Ascona, que viria a se tornar o Chevrolet Monza no Brasil (e competir com o Santana). Na América do Norte, o carro se chamava Dasher.
O Passat usou os motores de 4 cilindros em linha longitudinais OHC 1.3 L, 1.5 L, e 1.6 L, a gasolina, também usados no Audi 80. No Brasil foi o pioneiro no uso da correia dentada. Possuía suspensão dianteira MacPherson com um esquema eixo rígido/molas na traseira.
O motor SOHC 1.5 produzia 65 cv líquidos (78 brutos) e foi ampliado para 1.6 litros em 1976 no modelo TS. O motor maior desenvolvia 80cv líquidos (96 brutos).
O Passat de 4 portas foi muito exportado para o Iraqueentre 1983 e 1986, onde muitos ainda rodam, com seu interior em cores berrantes e seus quatro faróis retangulares.Este Passat ficou conhecido aqui como "Passat Iraque". Foi também montado na Nigéria.
No Brasil esta linha recebeu inúmeros aprimoramentos da linha B2 (Santana), como os motores AP 1.6/1.8 e o câmbio de 5 marchas.

[editar] Geração 2 (1981–1988) - Plataforma B2

Ver artigo principal: Volkswagen Santana
Passat B2 (Europa).
A segunda geração do Passat, bastante reestilizada, foi lançada em 1981 como modelo 82. A plataforma, chamada de B2, teve a região posterior ao eixo traseiro aumentada, embora fosse instantaneamente reconhecível como um Passat. O carro foi lançado como Quantum (toda a linha) na América do Norte em 82, como Santana (apenas o sedan) e Quantum (SW) no Brasil, em 1984, Corsar, no México de 1985 a 1988, e Passat na África do Sul até 1987.
Vale notar que o nome Santana foi usado também na Europa para designar o sedan até o início de 1985, o que poderia sugerir que a Volks planejava desenvolver uma outra linha a partir dele. A linha recebeu uma pequena reestilização nesse ano, com o sedan compartilhando a mesma frente e traseira do resto da linha.
A motorização (ainda 4 cilindros em linha) era mais diversificada do que nos anos anteriores, e incluía um 2.0 a gasolina e 1.8 a diesel, além dos já anteriormente disponíveis na plataforma B1.
No Brasil, esta geração do Passat continuou a se chamar Santana/Quantum mesmo depois de 1985 (principalmente por que a plataforma B1 não sairia de linha até final da década de 80 por aqui). Dentro dos termos de uma joint venture com a Ford chamada Autolatina, o carro foi vendido sob a marca Ford Versailles/Royale e Ford Galaxy na Argentina.
A Royale, equivalente a Quantum/Passat SW, possuía apenas 3 portas, diferente da versão Volks, disponível também com 5 portas. Embora modelos 3 portas fossem populares no Brasil e fossem parte da linha Ford por muito tempo, conta-se que o real motivo era que a Volks não queria que a Royale competisse com a Quantum no segmento 5 portas.
Esta 2ª geração do Passat ainda é fabricada na China, com a mesma reestilização utilizada na 2ª geração do Santana brasileiro, sob o nome Santana 2000, na fábrica da Volks em Shanghai.

[editar] Geração 3 (1988–1993) - Plataforma B3

Passat B3 (Estados Unidos).
A terceira geração do Passat, lançada em 1988, era um carro totalmente novo. Suas formas curvilíneas romperam com a aparência angulosa de seu predecessor. A ausência de grade frontal fazia o carro lembrar antigos Volkswagens a ar, tais como os 411. Esta geração chegou a ser vendida ou importada para o Brasil, mas não oficialmente pela montadora, e sim por importadores particulares, sendo possível observar, isolada e rarissimamente, alguns desses modelos circulando pelo país.
Apenas a versão sedan e a SW estavam disponíveis, marcando o fim da dois volumes e meio das gerações anteriores.
Os motores com injeção eletrônica eram novos e mais potentes e refinados do que os carburados anteriormente usados. Eles eram montados transversalmente, e o assoalho foi modificado para receber o sistema Syncro 4x4 da Volks. O novo motor 2.8 V6 VR6 da Volks (também usado no Golf) foi disponibilizado em 1991, dando ao Passat topo de linha uma velocidade máxima de 224 km/h.

[editar] Geração 4 (1993–1996) - Plataforma B4

Passat B4 sedan (Europa).
O Passat Geração 4 foi na verdade um Geração 3 reestilizado, mas a Volks renomeou a plataforma para B4. O carro tinha mecânica praticamente idêntica ao Geração 3, com a mudança mais óbvia na reintrodução de uma grade frontal, para acompanhar o estilo de modelos contemporâneos tais quais o Polo. O interior foi melhorado e equipamentos de segurança tais como um air bag duplo foram também adicionados.
O carro tinha a opção de um motor TDI diesel, um 4 cilindros em linha 1.9 L turbo diesel, gerando 210 N·m de torque a 1900 rpm, 90 cv (66 kW) a 3750 rpm.
Contou ainda com os ótimos motores VR4 (4 cilindros) e VR6 (6 cilindros).. Essa plataforma também foi adotada pela Audi com o lançamento do novo Audi 80/80 Avant (SW)
Foi o primeiro Passat a ser importado no Brasil.

[editar] Geração 5 (1996–2000) - Plataforma B5

Passat B5 wagon (Estados Unidos).
O Passat de quinta geração foi lançado em 1996, e era um carro inteiramente novo, ao contrário da geração anterior. Um fato marcante é perceber que a Volks voltou a adotar a base Audi para este carro, com um motor longitudinal. E esta geração marcou a ida da Volks para o segmento de carros mais sofisticados (deixando o segmento de baixo custo para suas marcas SEAT ou Skoda), e pondo o Passat novamente entre os antigos rivais como o Ford Mondeo e o Opel Vectra, e até mesmo carros mais luxuosos como os BMW Série 3 e os Mercedes Classe C. Na verdade ele indubitavelmente tomou parte do mercado de seu irmão Audi A4, supostamente de uma fatia superior de mercado
O mais notável neste novo Passat era sua boa dirigibilidade, tão boa quanto a de um Mercedes Benz ou BMW. O interior era também luxuoso e bem equipado, com uma longa lista de acessórios tais quais janelas elétricas, ar condicionado, CD-Player, espelhos elétricos, teto-solar elétrico e bancos de couro.
O carro possuía suspensão frontal 4-link, e tração integral foi mais tarde disponibilizada, dando excelente tração. O Passat B5 compartilhava sua plataforma com o Audi A4. A motorização era inteiramente nova com motores a gasolina 1.8, 2.0, 2.3 e 2.8, incluindo um 4 cilindros 1.8 L turbo, ou um 2.8 L V6. Todos poderiam vir com transmissão 5 marchas manual ou automático. Esta versão possui a suspensão de 4 links(four link) que utiliza quatro braços de alumínio em cada roda dianteira, em vez do sistema McPerson, muito mais simples. Se por um lado a suspensão four link agrega melhor dirigibilidade e estabilidade, por outro é uma fonte de dor de cabeça se não receber a devida manutenção. No Brasil é mais ou menos constante a troca das buchas dos braços de alumínio, e às vezes até mesmo dos braços, que podem empenar com facilidade em caso de se cair uma das crateras que encontramos por aí. O motor 1.8 Turbo, malvisto por uma parte de pessoas desinformadas é na verdade excelente, aliando baixo consumo a desempenho Altissimo com 100cv/lt melhor até mesmo que o do motor 2.8. Sua deficiência está nas arrancadas em baixas rotações, característica de qualquer motor turbo, pois o carro fica fraco até 2.000 RPM, quando o turbo "enche". Não é nada que incomode, mas chega a fazer falta, por exemplo, quando se precisa de mais força para sair de uma situação de risco no trânsito, ou até mesmo uma ultrapassagem. na europa este mesmo motor porem modificado pode render até 1300Cvs e um torque avassalador de 130nm, no brasil é constante vermos estes carros com motores modificados, uma simples troca de turbina e reprogramação de Modulo ECU pode render quase 350cv sem se alterar a parte interna do motor, "Miolo do Motor". falando em nivel de preparação os Mecanicos Preparadores veem este motor como o Futuro das Modificações extremas, pois o mesmo é uma usina inigualável de força, claro dependendo do Nivel do preparador e Bolso do Cliente.

[editar] Geração 6 (2000–2005) - Plataforma B5 (reestilizada)

Passat B5.5 (Austrália).
Em meados do ano 2000, o Passat recebeu uma reestilização, com algumas melhorias no estilo e algumas mudanças mecânicas. Embora a maior parte da carroceria permanecesse a mesma, novos faróis de projeção óptica e para-choques deram ao carro uma nova aparência. O Passat ainda era basicamente o confortável, bem-projetado e luxuoso sedan grande e SW que era quando foi lançado, quatro anos antes. Os tradicionais atributos de qualidade e confiabilidade da Volks só ajudaram na reputação do Passat.
O motor aspirado naturalmente do 1.8 a gasolina foi descartado, e um 4.0 V8 produzindo 280cv foi introduzido em 2001 em uma versão top que incluía tração integral, mas as vendas foram fracas e a versão saiu de linha em 2004. No mesmo ano, um 2.0 turbodiesel TDI de 134 cv foi introduzido.

[editar] Geração 7 (2005–presente) - Plataforma B6

Passar B6 (Europa).
O mais novo Passat, demonstrado pela primeira vez no salão de Genebra de março de 2005, foi lançado na Europa no mesmo ano.
Na versão 4x4, o diferencial central Torsen foi abandonado, dando lugar ao mais barato Haldex multi-plate clutch. Isto fará com que o carro se comporte mais como uma versão de tração dianteira, com sub-esterçamento e mais economia de combustível. O Haldex pode direcionar a força mais desigualmente que o Torsen, que é limitado a 66:34 ou 34:66 no Passat B5. Isso pode ajudar no desatolamento em trechos arenosos, embora o Passat esteja longe de ser um veículo off-road.
Injeção estratificada de combustível é usada em quase todas as versões do Passat, desde a 1.6 até a 3.2L, mas a versão multiválvulas 2.0L turbo é a mais vendida na Europa. Versões de 6 marchas manuais ou automáticas também estão disponíveis.
É também novidade nessa plataforma a substituição das denominações GL, GLS, e GLX pelas formas mais simples de classificar a motorização(2.0T, 3.6L, TDI, etc.).

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